Estado de Pernambuco permanece com o maior número de casos confirmados
com relação ao vírus Zika (33), seguido do Rio Grande do Norte (4),
Paraíba (2)
A Paraíba registrou 756 notificações de casos suspeitos de microcefalia,
sendo que 56 foram confirmados, 275 descartados e outros 427 seguem sob
investigação. Os dados são referentes ao período de 22 de outubro de
2015 a esta sexta (12). O estado continua como o segundo com o maior
número de casos suspeitos da doença, atrás de Pernambuco. Em pouco mais
de uma semana, são seis casos suspeitos a mais.
O Ministério da Saúde e os estados investigam 3.852 casos suspeitos de
microcefalia em todo o país. O novo boletim divulgado nesta sexta-feira
(12) aponta, também, que 462 casos já tiveram confirmação de
microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, sendo
que 41 com relação ao vírus Zika. Nesta semana foram confirmados 24
novos casos, na comparação com a semana anterior.
Outros 765
casos notificados foram descartados por apresentarem exames normais, ou
apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central
por causas não infecciosas. Ao todo, 5.079 casos suspeitos de
microcefalia foram registrados desde o início das investigações em 22 de
outubro de 2015 até 6 de fevereiro de 2016. Deste total, 62,5% dos
casos (3.174) foram notificados em 2015 e 37,5% (1.905) no ano de 2016.
O
estado de Pernambuco permanece com o maior número de casos confirmados
com relação ao vírus Zika (33), seguido do Rio Grande do Norte (4),
Paraíba (2) e Ceará e Pará com um caso cada. Amapá e Amazonas são os
únicos estados da federação que não tem nenhum registro de casos
suspeitos de microcefalia.
No total, foram notificados 91 óbitos
por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto
(natimorto) ou durante a gestação (abortamento espontâneo). Destes, 24
foram investigados e confirmados para microcefalia e/ou alteração do
sistema nervoso central, sendo que oito foram descartados. Outros 59
continuam em investigação.
O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam
reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de
criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e
janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e
utilizar repelentes permitidos para gestantes.
Estão com circulação
autóctone (originada no próprio estado) do vírus Zika 22 unidades da
federação: Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul,
Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão,
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia,
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
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