O Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA),considerado a
inflação oficial do país, ficou em 0,43% em março, depois de subir 0,9%
no mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
A taxa, que é a menor para o mês de março desde 2012, ficou mais baixa
porque o preço da energia elétrica caiu, provocando certo alívio.
No ano, o indicador acumula alta de 2,62% e, em 12 meses, de 9,39%.
Mesmo tendo registrado taxa menor em relação ao mês anterior e voltado a
um dígito, a inflação em 12 meses continua acima do teto da meta do
Banco Central.
“É o menor março desde 2012, quando foi 0,21%. Então, está saindo de
um março [de 2015] de 1,32%, o maior resultado mensal. No resultado de
1,32% [de 2015], a gente tinha mais da metade do índice sob domínio da
energia elétrica, porque teve alta na bandeira e muitos reajustes
extras. Com isso, olhando os últimos 12 meses, a taxa que vinha há
quatro meses em dois dígitos, voltou a um dígito”, explicou Eulina Nunes
dos Santos, coordenadora de índice de preços do IBGE.
Alimentos
A maioria dos preços dos grupos de despesas analisados pelo IBGE mostrou
taxas menores de fevereiro para março. A desaceleração do IPCA não foi
ainda maior porque os alimentos e bebidas, que têm peso maior no
orçamento das famílias, subiu mais: de 1,06% para 1,24%.
As frutas, por exemplo, ficaram bem mais caras, com alta de quase 9%.
Também passaram a custar mais itens como cenoura (14,52%), açaí
(13,64%), alho (5,70%), leite (4,57%) e feijão-carioca (4,10%). Por
outro lado, o preço do tomate, que durante meses foi considerado o vilão
da inflação, ficou 7,43% mais em conta.
Além dos alimentos, os consumidores também pagarão mais pelo
vestuário. A variação de preços desse grupo subiu de 0,24% para 0,69%.
Na contramão dos alimentos e das roupas, subiram menos os preços
relativos a transportes (de 0,62% para 0,16%); saúde e cuidados pessoais
(de 0,94% para 0,78%); despesas pessoais (de 0,77% para 0,6%) e
educação (de 5,9% para 0,63%).
De fevereiro para março, ficaram mais baratos os gastos relacionados a
habitação (de -0,15% para -0,64%) e comunicação (de 0,66% para -1,65%).
Segundo Eulina Nunes, a baixa demanda “já está contribuindo” para o
recuo da inflação. “Se a demanda está menos aquecida, como está agora, é
mais difícil o comerciante repassar todo o custo que estava represado”.
“No dia a dia, a gente tem visto pessoal do restaurante dizer que
está encontrando formas de substituir a carne pelo frango (…) Muitas
lojas fechando, passagem aérea, as empresas reclamando sobre a questão
da demanda que diminuiu bastante.”
Salvador
Na análise dos preços por região, o maior IPCA foi visto na região
metropolitana de Fortaleza. Os cursos regulares ficaram quase 7% mais
caros e pressionaram o índice local (0,72%). Já Salvador teve deflação
de 0,14% porque a energia elétrica caiu mais de 8%.
INPC
Nesta sexta-feira, o IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC), que desacelerou de 0,95% em fevereiro para 0,44%, em
março. Também foi o menor resultado para março desde 2012, assim como o
IPCA.
No ano, o indicador acumula alta de 2,93% e, em 12 meses, de 9,91%.
G1
Nenhum comentário:
Postar um comentário