segunda-feira, 18 de abril de 2016

PROGRAMA FRENTE A FRENTE: Jornalistas e cientistas concordam: impeachment de Dilma não tem volta

Jornalista Heron Cid

Jornalistas e cientistas políticos debateram, na noite desta segunda-feira, os desdobramentos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Durante o programa Frente a Frente (TV Arapuan), apresentado pelo jornalista Heron Cid, especialistas em ciências políticas e jornalismo político, afirmaram que não há como reverter o processo de impedimento da gestora petista.

Eles também disseram que dois deputados federais paraibanos (dos nove que votaram a favor do impeachment) saem fortalecidos com a confirmação do PMDB tomando o poder (com Michel temer assumindo a Presidência da República): Manoel Júnior e Veneziano Vital do Rego, ambos do PMDB e pré-candidatos ao cargo de prefeito nas cidades de João Pessoa e Campina Grande, respectivamente. Cientistas políticos disseram, porém, que ainda é cedo para falar em sucesso eleitoral e também nas alianças.

“Dilma é uma militante de extrema confiança de Lula. Ela sabotou sua base política pela dificuldade de dialogar.  O Senado vai afastar Dilma. Já são favas contadas””, disse Aécio Melo, advogado e cientista político.  Ele também comentou a ‘teoria de conspiração’ apontada pelo governo, que tem como principal alvo o vice-presidente Michel Temer. “Conspirador é um termo muito forte. Há uma pressão das ruas e do empresariado, para que Temer tome as rédeas da situação, pois o país está desgovernado”.

Também cientista político, José Artigas discorda sobre a conspiração. “Há uma conspiração a olhos vistos. O vice que quer tomar o lugar da presidente. Estamos vivendo a pior crise do nosso país e vai piorar com ou sem Dilma”. Artigas destacou que as investigações da Polícia Federal tinham objetivo claro de interferir no processo político. Ele também falou que foi o PT quem permitiu o aprofundamento das investigações, dando mais autonomia à Polícia Federal e ampliando os mecanismos de controle.

“Desde a chegada do governo do PT, ainda com Lula, tivemos a autonomia da Polícia Federal, que tornou-se mais ativa. A própria delação premiada foi sugerida pelo governo Dilma, que também criou a possibilidade de condenação de corruptores. Os mecanismos de controle foram ampliados, permitindo investigações mais profundas. Mas, a PF construiu provas ilegais e foi de encontro aos direitos humanos. O objetivo era interferir no processo político”, disse Artigas.

O jornalista Adelton Alves declarou que Dilma não tem apoio político. “Não tem traquejo. No primeiro governo o apoio já era fragilizado. Não é muito afeita a fazer política. E Temer faz o tempo todo. É a praia dele e não é a praia dela”. Dilma, conforme ele, tem um colapso de governabilidade. Adelton explicou a ‘debandada’ dos partidos da base aliada levando em conta que as legendas estão pensando na perspectiva de poder.

João Costa, jornalista, também acredita que é impossível reverter a situação. “Inês é morta”, disse ele. Para Costa, Temer não terá dificuldades de governar porque terá apoio da mídia que manipulou a percepção da sociedade com relação ao processo de impeachment. “O que me preocupa é o que se estabeleceu a partir de ontem: a coação moral. Dilma não conseguiu governar um dia sequer quando foi reeleita. Parte dos políticos abandonou o governo com a esperança de não ser investigada na Lava Jato”, finalizou João Costa.

Créditos: Jãmarrí Nogueira-MaisPB

IMPEACHMENT: Ana Maria Braga usa dicionário para entender voto de paraibano

anamaria
A apresentadora Ana Maria Braga recorreu ao dicionário, no seu programa Mais Você, da rede Globo, nesta segunda-feira (18), para entender o voto do deputado paraibano Veneziano Vital do Rego (PMDB).
No inicio do seu discurso, Veneziano pediu equilíbrio e moderação, pois o Brasil vive um momento paroxístico.
Ana Maria disse que num primeiro momento não entendeu a expressão e recorreu ao dicionário para compreender o que o deputado disse. “Paroxístico tem vários sentidos, um deles é uma exaltação máxima de uma sensação ou sentimento. Pode significar também significar maior intensidade de um acesso”, comentou a apresentadora.

IMPEACHMENT: Couto critica ‘golpe baixo’, mas destaca que Dilma lutará até o fim

Deputado federal Luiz Couto
Deputado federal Luiz Couto

O deputado federal Luiz Couto (PT) usou as redes sociais para criticar o resultado da votação de ontem na Câmara dos Deputados, quando foi aprovada o prosseguimento do processo de impeachment da presidente petista Dilma Rousseff.

O parlamentar paraibano classificou o resultado como um ‘golpe baixo e sujo’. E fez questão de destacar que o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo garantiu que a mandatária lutará até o fim por seu mandato.

Luiz Couto também compartilhou uma postagem do teólogo Leonardo Boff, enfatizando o seguinte trecho: “Mas o que mais causou estranheza foi a figura do presidente da Câmara que presidiu a sessão, o deputado Eduardo Cunha. Ele vem acusado de muitos crimes e é réu pelo Supremo Tribunal Federal: um gangster julgando uma mulher decente contra a qual ninguém ousou lhe atribuir qualquer crime.

EXCLUSIVO: Um dia após impeachment, Kassab reúne líderes na casa de Rômulo

psd
Um dia após a Câmara dos Deputados aprovar o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente nacinal do PSD e ex-ministro das Cidades, Gilberto Kassab, se reuniu com líderes do partido na casa do deputado federal paraibano em Brasília, Rômulo Gouveia (PSD).
A informação foi confirmada com exclusividade ao Portal MaisPB pelo próprio deputado Rômulo Gouveia.
Participaram da reunião, o lider do PSD na Câmara: Rogério Rosso (DF), Guilherme Campos (PSD-SP), Victor Mendes (PSD-MA), Tiago Peixoto (PSD-GO), Julio César (PSD-PI), Fábio Farias (PSD-RN) e Joaquim Passarinho (PSD-PA).

IMPEACHMENT: “Saio de conciência tranquila”, diz Dilma Rousseff

Dilma Rousseff 1
Em pronunciamento na tarde desta segunda-feira (18),  no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff   comentou  a abertura do processo de impeachment aprovada pela Câmara em sessão neste domingo. A petista se disse injustiçada e que o processo não tem base de sustentação.
Dilma voltou a dizer que está sendo acusada por uma irregularidade que não foi apontada no processo.
“Eu recebi 54 milhões de votos, e me sinto indignada com a decisão que recepcionou a questão da apreciação da admissibilidade do meu impeachment.”
Dilma Rousseff  disse  que seus atos foram baseados em pareceres técnicos e que não a beneficiaram de maneira pessoal.
“Saio de consciência tranquila, porque eu pratiquei esses atos, são praticados por todo presidente em seu cargo”, disse Dilma acrescentando:
“Não há acusação de ter dinheiro no exterior. Por isso me sinto injustiçada. Aqueles que têm contas no exterior presidem sessão com uma questão tão grave que é o impedimento de um presidente”.
A gestora atacou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o vice-presidente Michel Temer, a oposição e disse não ter podido governar em clima de tranqüilidade e afirmou que sofreu um golpe de Estado.
“Estou tendo meus sonhos torturados, meu direito torturado. Mas não vão matar em mim a esperança, porque sei que a democracia é sempre o lado certo da história”, diz a presidente Dilma Rousseff.

CONTRA DILMA: Ruy crê em pressão no Senado por impeachment

Ruy Carneiro, presidente estadual do PSDB
Ruy Carneiro, presidente estadual do PSDB

O presidente estadual do PSDB na Paraíba, Ruy Carneiro, avaliou, o resultado da votação que aprovou, o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara Federal. Segundo Ruy, “o impeachment de um presidente não é algo que possa ser comemorado porque representa um momento grave pelo qual o País atravessa,

O tucano acredita que o Senado vai aprovar o impeachment porque o crime de responsabilidade está caracterizado e porque não irá contra o clamor popular. “O povo quer uma resposta dos parlamentares, quer uma decisão que tire o País dessa crise em que está mergulhado e só um novo governo fará isso porque a presidente Dilma já mostrou que não tem condições de governar. A votação de ontem ratificou isso”, declarou Ruy.

“Não se pode esperar que no dia seguinte ao impeachment os problemas desapareçam, mas qualquer governo será melhor que esse que não governa. Temos que virar essa página o quanto antes. Agora cabe ao Senado acelerar esse processo”, concluiu Ruy.

MARKETING ELEITORAL: Campina sedia última etapa do Eleja-se

marketing
O município de Campina Grande recebe a última etapa do Congresso de ‘Direito, Marketing, Pesquisa e Contabilidade Eleitoral: Eleja- se!’. O evento destinado a gestores, parlamentares e candidatos a cargos eletivos no pleito de outubro próximo atraiu um grande público em Mamanguape, Bananeiras e Patos. A última edição acontece em Campina Grande no próximo dia 29.

Na oportunidade, os participantes poderão se atualizar sobre as mudanças no direito eleitoral com o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STJ), Castro Meira, além do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TER-PB), Desembargador José Aurélio. Também estará presente o advogado e sócio diretor do escritório Paraguay Ribeiro Coutinho Advogados Associados, Ferdinando Paraguay.

Dentro da programação os participantes também receberão instruções e conhecerão as possibilidades de uma campanha eleitoral de sucesso com o cientista político e publicitário, Stalimir Vieira, que abordará o marketing no processo eleitoral.

O atual cenário político vivido pelo país também terá espaço nos debates. Para falar sobre o tema estarão presentes o jornalista diretor do Portal MaisPB, Heron Cid, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB/PE), além dos deputados federais Pedro Cunha Lima (PSDB), Rômulo Gouveia (PSD), Wilson Filho (PTB) e Fernando Filho (PSB/PE).

Temas importantes para uma campanha de sucesso também serão abordados durante o Congresso de Campina Grande, como a prestação de contas e as pesquisas eleitorais. O contador e diretor da Astec Group Contadores, Neuzomar de Sousa Silva, fará um apanhado do que os pré-candidatos devem saber para não ter suas prestações de contas reprovadas pela Justiça Eleitoral. As análises das pesquisas eleitorais serão abordadas pelo presidente do Instituto Alfa, Emanoelton Borges e pelo especialista em pesquisa qualitativa, Luciano Pereira.

Os pré-candidatos presentes também terão a chance de ter informações de como preparar uma campanha bem estruturada, funcional e com uma comunicação voltada para os eleitores. O tema será abordado pelas jornalistas e diretoras da Múltipla Comunicação Integrada, Marly Lúcio e Beth Torres. O Coaching Político, Dunga Júnior, também dará dicas para uma campanha de sucesso.

Captação de recursos – O Congresso vai mais além. Com a certeza do sucesso dos participantes nas eleições deste ano, o Eleja-se também dará dicas sobre a captação de recursos e convênios em Brasília. As dicas e caminhos a serem seguidos serão dados pelo diretor da Consultoria Um, Evaldo Cruz Neto.

Inscrições – As inscrições para o Congresso são gratuitas e devem ser feitas através do site congressoelejase.com.br. “Temos um número limitado de vagas, por isso, recomendamos aos interessados para garantir logo sua inscrição”, alertou Emanoelton Borges, do Instituto Alfa, organizador do evento.

FORMA DE AGRADECIMENTO: Deputados já falam em ‘anistiar’ Cunha

Eduardo Cunha, presidente da Câmara
Eduardo Cunha, presidente da Câmara

Um movimento de deputados contentes com a aprovação da continuidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff estuda fazer uma espécie de anistia em agradecimento ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que permitiu o início do andamento da denúncia por crime de responsabilidade.
De acordo com o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), “essa grande maioria” dos votos à cassação da petista seria favorável a ignorar as denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e falsa declaração aos colegas de Congresso. Ele diz que há um entendimento de que Cunha foi fundamental para o avanço do processo.

O presidente da Câmara responde a inquéritos no Supremo Tribunal Federal e já é réu sob acusação de receber US$ 5 milhões de propina de lobista de estaleiro que obteve um contrato de US$ 1,2 bilhão com a Petrobras. Alvo de um processo no Conselho de Ética, Cunha pode ter o mandato cassado pelo plenário, situação em que perderia o foro privilegiado e estaria sob risco de ser preso pelo juiz da Lava-Jato no Paraná, Sérgio Moro, assim como já aconteceu com três ex-parlamentares.
Serraglio disse que a hipótese é discutida nos corredores da Câmara. Não seria uma anistia formal, mas apenas uma espécie de “esquecimento do caso”. “Acho que daqui a um mês, dois meses, ninguém vai querer saber de mais nada”, avaliou.

Adversário de Cunha, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse que soube da mesma informação por meio de mensagens de celular que acabaram vazando na internet. Para Alessandro Molon (Rede-RJ), o peemedebista seria “premiado” com a blindagem por conseguir aprovar a cassação de Dilma. Integrante da tropa de choque do peemedebista, Paulinho da Força (PDT-SP) diz que, sem a ação do presidente da Câmara, “não teria o impeachment”. Para ele, muitos deputados passarão a ver “com maior simpatia” a ideia de não punir Cunha. Ele ainda não tem uma conta de quantos colegas apoiariam essa atitude. “Não dá para fazer essa conta ainda”, afirmou.

Estado de Minas

Tovar Correia Lima se licencia para realizar procedimento cirúrgico

Deputado estadual, Tovar Correia Lima (PSDB)
Deputado estadual, Tovar Correia Lima (PSDB)
O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) se licencia nesta terça-feira (19) da Assembleia Legislativa da Paraíba. O parlamentar se afastará por um período de quatro meses para realizar um procedimento cirúrgico para a retirada de um cisto pilonidal. Caso se recupere antes, o tucano retornará ao trabalho de imediato.
O procedimento será realizado na próxima segunda-feira (25) no Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa, a partir das 17 horas. O médico que realizará o procedimento será Cássio Virgílio de Oliveira.
Quem assumirá a vaga deixada por Tovar no Legislativo Estadual será o primeiro suplente pela Coligação A Vontade do Povo II, Jullys Roberto. Ele é do Partido Ecológico Nacional (PEN) e obteve 22.468 votos (1.12%) na eleição passada.
Perfil – Jullys Rammon Rezende Ramalho da Silva nasceu em São Bento (PB) em 18 de novembro de 1986 e é formado em Direito. Ele é filho do deputado estadual da Paraíba Márcio Roberto da Silva e de Joseilma Resende Ramalho da Silva.

Líder sugere saia a opositores por não acreditar em obra de Ricardo Coutinho

hervázio bezerra
O líder de Ricardo Coutinho na Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Hervázio Bezerra (PSB), polemizou, neste final de semana, após afirmar que adversários políticos deveriam vestir saia por não acreditar em  obra do Governo do Estado.
A declaração do socialista aconteceu em Belém, no brejo paraibano, onde o governador Ricardo Coutinho entregou uma travessia na cidade em asfalto.
Hervázio lembrou que, diante da descrença dos adversários políticos locais em relação a obra, ele mesmo garantiu  em janeiro de 2015 que se o governador não realizasse o projeto, ele mesmo desfilaria de saia na cidade.
No entanto, com a via concluída, Hervázio ironizou e disse que, se ele não precisa cumprir a promessa, os opositores deveriam fazer o que ele faria se a pavimentação não tivesse sido terminada.
A via tem cerca de três quilômetros sendo que suas laterais possuem pistas para caminhada.