segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Carlos Siqueira é eleito presidente do PSB

Roberto Amaral, que sai da presidência, defendia que os socialistas se aliassem à presidente Dilma Rousseff e, em protesto, não compareceu à reunião - POR JÚNIA GAMA

O presidente eleito do PSB, Carlos Siqueira (segundo da direita para a esquerda) ouve o discurso de Beto Albuquerque, ex-candidato do partido a vice-presidente da República, na convenção - Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA - Rachado desde que definiu apoiar Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da disputa presidencial, o PSB elegeu nesta segunda-feira sua nova Executiva Nacional. Roberto Amaral, que ocupava a presidência do partido, foi substituído no cargo por Carlos Siqueira, que há anos ocupava a secretaria nacional do PSB. Amaral defendia que os socialistas se aliassem à presidente Dilma Rousseff e, em protesto, não compareceu à reunião.
Às 14h30, a maioria dos dirigentes já estava presente na sede da sigla quando foram avisados de que Amaral não compareceria. As manifestações dele desde que o partido fechou apoio a Aécio irritaram as principais lideranças do partido e já há quem diga que não há "clima" para ele permanecer na legenda.
Há um rumor de que Amaral, que é fundador da legenda, pode deixar o PSB nos próximos dias. A deputada Luiza Erundina, outra que reagiu criticamente ao acordo com Aécio, também não apareceu.
Foi oferecido a Amaral o comando da Fundação João Mangabeira, que hoje é presidida por Carlos Siqueira, mas o ex-presidente da legenda, no entanto, recusou.

Para pacificar o partido, os demais socialistas que defendiam o apoio a Dilma foram incluídos na composição da nova Executiva, à exceção de Amaral e Erundina. É o caso dos senadores João Capiberibe e Lídice Da Mata, do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, e o governador do Amapá, Camilo Capiberibe.

Fonte: O Globo

Com migração de votos, Datafolha revela que Dilma tem maior perda de eleitores do que Aécio

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A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu para o rival Aécio Neves (PSDB) parte dos eleitores que votaram nela no primeiro turno, mostra pesquisa Datafolha.


O mesmo ocorre com o tucano, mas em percentual inferior ao dos votos perdidos pela petista.

Segundo levantamento Datafolha concluído na quinta-feira (9), se a eleição fosse nesse dia, 6% dos eleitores que afirmaram ter votado em Dilma Rousseff no primeiro turno escolheriam o tucano no segundo turno. No caso de Aécio Neves, a migração de votos para a petista seria de 2%.


Considerando apenas os votos válidos, Dilma perderia 6% dos votos, e Aécio, 3%.

Dilma Rousseff terminou o primeiro turno à frente, com 43,268 milhões de votos, ou 41,59% do total dos válidos. Aécio Neves teve 34,897 milhões de votos, 33,55% dos válidos.

Na última pesquisa do Datafolha, ambos aparecem em empate técnico nas intenções de voto para o segundo turno. O tucano, porém, está numericamente à frente, com 51% das intenções, contra 49% de Dilma.

É a primeira vez que ele lidera nas pesquisas do instituto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Dos que disseram ter votado em Dilma, 88% afirmaram que "com certeza" repetiriam o voto no dia 26 de outubro. Daqueles que optaram por Aécio, 91% permaneceriam fiéis.

Entre os dilmistas, 3% não sabiam em quem votar no pleito final das eleições presidenciais. No caso tucano, esse percentual era de 2%.
                                                   
                                                       Foto: Reprodução


MIGRANTES

Os votos "migrantes" surgem com mais força agora. Antes do primeiro turno, os percentuais eram bem menores.

Pesquisa Datafolha finalizada em 30 de setembro mostrava que, num cenário em que os dois candidatos fossem para o segundo turno, 2% dos votos da petista iriam para o tucano, enquanto 1% dos eleitores dele migrariam para a candidatura do PT.

O Datafolha dá outra informação que mostra um grande contingente que pode estar disposto a mudar de voto. Entre os aecistas de primeiro turno, 14% dizem que talvez votassem em Dilma no segundo. O percentual de dilmistas que poderiam virar aecistas é o dobro: 28%.

Há empate entre aqueles que talvez mantivessem o voto no mesmo candidato: 8% para cada lado.

O crescimento dos eleitores de Dilma perdidos para Aécio no segundo coincidem com o aparecimento de novas denúncias envolvendo a Petrobras.

O ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef apontaram em interrogatório à Justiça que desvios de recursos da empresa abasteciam o caixa do PT e dos PP e PMDB. O PT nega. Porém, não há como afirmar que a razão desse comportamento é o escândalo da Petrobras -ou apenas ele.

É comum haver eleitores que mudam de escolha de um turno para outro. Em 2006, por exemplo, o então candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu menos votos no segundo turno do que havia tido no primeiro. Naquele ano, ele perdeu 2,4 milhões de eleitores, e Lula (PT) foi reeleito presidente.

Também há eleitores que rechaçam uma das candidaturas e que votam em quem não é de sua preferência para que outro candidato não tenha chance de vencer.

Seria o caso, por exemplo, de eleitores que optariam por Aécio para evitar que Marina fosse à disputa final, temendo que ela saísse vitoriosa, e que no segundo turno escolhessem o PT.


REJEIÇÃO

No último Datafolha, o percentual de eleitores que disseram ter votado em Dilma, mas que não votariam de novo nela de jeito nenhum é de 3%. No caso de Aécio, essa rejeição é de 1%.

Também pesa negativamente sob Dilma parte considerável daqueles que optaram por Marina Silva (PSB) na primeira fase da disputa, e que afirmam não votar na petista de jeito nenhum agora: 65%. Entre os marineiros, a rejeição a Aécio é de 18%.

Dos eleitores de Marina, 66% devem optar por Aécio, e 18%, por Dilma. Na pesquisa de 30 de setembro, 25% dos marineiros optariam pela petista caso a ex-senadora ficasse de fora do segundo turno.

Como Marina recebeu 22,177 milhões de votos, terminando com 21,32% dos válidos, seus eleitores são fundamentais para decidir quem irá governar o país nos próximos quatro anos.

A rejeição também é alta entre aqueles que votaram em branco ou nulo -e que somaram mais de 11 milhões de votos, a quarta maior força eleitoral no primeiro turno. Entre eles, 63% afirmaram não votar de jeito nenhum em Dilma no segundo turno. A rejeição ao tucano, nessa faixa, é de 43%.

Fonte: PB Agora / Folha de São Paulo

Projeto do Google permitirá pessoas se consultarem com médicos pela internet

Usuários poderão conversar via chat ou videoconferência com profissionais da saúde

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Iniciativa quer evitar que pessoas se baseiem em informações erradas ao pesquisar sintomasDivulgação
Você provavelmente já deve ter pesquisado alguns sintomas no Google quando não estava se sentindo bem, certo? Pensando nisso, o Google quer desenvolver um programa em que quando um internauta realizar uma pesquisa desse tipo, ele terá a oportunidade de conversar com um médico real.
O principal objetivo da empresa com essa iniciativa é evitar que as pessoas tirem conclusões precipitadas ou erradas por causa de informações equivocadas em sites não confiáveis. Quando um internauta procurar por “dor no joelho”, por exemplo, ele terá a opção de conversar com um médico ao invés de entrar nos sites sugeridos na pesquisa.
Ainda não se sabe quando isso será implantado para todos os internautas, nem se o projeto realmente será levado até o fim, mas um porta-voz Google informou para o site Engadget que testes já estão sendo feitos com um pequeno grupo de médicos. Além disso, ainda não se sabe como esses médicos seriam pagos, ou se seria um serviço exclusivo para assinantes.
Este projeto está atrelado ao Google Helpouts, um serviço pago de colaboração em que especialistas e profissionais criam vídeoaulas sobre qualquer assunto: desde como construir uma cadeira até se tornar um sushimen.
Outro projeto do Google envolve o Brasil: a empresa quer conectar o litoral de Santos à Boca Raton, na Flórida, Estados Unidos, por um cabo de fibra ótica.

Fonte: R7

Peso do Bolsa Família é maior em 2014

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O Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do País, teve em 2014 o maior impacto eleitoral desde sua criação, segundo estudo do cientista político Cesar Zucco, da Fundação Getúlio Vargas, feito em parceria com o Estadão Dados. A análise indica que cada ponto porcentual de cobertura do Bolsa Família em um município rendeu, em média, 0,32 ponto porcentual na votação de Dilma naquela cidade - o dobro do que foi verificado em 2010.
O estudo compara o desempenho da presidente em municípios de perfis socioeconômicos semelhantes, mas com diferenças nos porcentuais de atendimento do Bolsa Família.
Embora não permitam dizer exatamente como beneficiários e não beneficiários do programa se comportam na hora de votar, os resultados indicam que, quanto maior a parcela de famílias beneficiadas, maior a probabilidade de a presidente ganhar na cidade analisada.
Segundo o estudo, um em cada cinco votos em Dilma está relacionado ao mais famoso programa de transferência de renda dos governos petistas. A extrapolação dos resultados, porém, sugere que a presidente teria recebido votações expressivas nos locais mais pobres, mesmo sem o programa.
A análise de Zucco leva em conta variáveis socioeconômicas - como a pujança da economia do município, medida pelo Produto Interno Bruto, e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) -, para especificar municípios semelhantes a serem comparados entre si.
São levados em conta ainda fatores políticos, como o partido a que pertencem o prefeito e o governador do Estado em que está localizada a cidade. É por isso que é possível isolar o efeito eleitoral do Bolsa Família quando comparado ao impacto das outras variáveis.
Vizinhos
O cientista político ressalta, no entanto, que não se pode afirmar que os votos extras de Dilma nas cidades com maior cobertura do programa venham necessariamente dos beneficiários. "Pode ser que mesmo o eleitor que não receba o Bolsa Família veja o efeito do benefício em um vizinho e decida, assim, votar no candidato do governo".
Os resultados são, portanto, preliminares. De acordo com Zucco, serão necessárias novas análises estatísticas com dados em nível individual, como pesquisas de intenção de voto, para que enfim se esclareça de que forma se comportam beneficiários e não beneficiários em cada cidade.
A metodologia para medir a influência do Bolsa Família nas eleições vem sendo refinada pelo cientista político desde 2009. Em 2013, Zucco publicou um artigo sobre o tema no American Journal of Political Science, um dos maiores periódicos de ciência política do mundo. A pedido do Estadão Dados, Zucco replicou a mesma análise estatística dos anos anteriores para os dados eleitorais de 2014.
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Bolsa Escola
Em 2002, ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando o programa de transferência de renda do governo era o Bolsa Escola, o então candidato da situação, José Serra, recebeu, em média, 0,17 ponto porcentual a mais em sua votação para cada ponto porcentual adicional de cobertura daquele programa.
Quatro anos depois, em 2006, o Bolsa Família deu a Lula cerca de 0,15 ponto porcentual de votos válidos para cada ponto porcentual na cobertura do programa - índice que se manteve praticamente estável na eleição seguinte, de 2010, em benefício da candidata petista Dilma Rousseff: 0,18. Só agora, em 2014, esse índice passou dos 0,3 ponto porcentual.
Estudo anterior, feito com outra metodologia, havia apontado redução da influência do Bolsa Família de 2006 para 2010. Isso só se observa, porém, em análises com dados individuais, de pesquisas eleitorais.
Elas indicam que os beneficiários do Bolsa Família votaram em candidatos do governo com probabilidade maior do que não beneficiários com características semelhantes, mas que este efeito havia caído entre a última eleição disputada por Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira em que Dilma foi a candidata do PT.

Fonte: msn notícias

Transplante de pênis desenvolvido em laboratório poderá ser realizado em cinco anos

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Um grande avanço na medicina pode estar prestes a acontecer, com pesquisadores do Instituto de Medicina Regenerativa de Wake Forest afirmando que pênis cultivados em laboratório podem estar disponíveis em breve para pessoas que sofreram acidentes ou nasceram com algum defeito.
O conceito pode soar absurdo, mas a equipe de pesquisa liderada pelo dr. Anthony Atala já realizou, com sucesso, uma operação em coelhos, os quais em seguida conseguiram se reproduzir e gerar crias.
Além do mais, os pesquisadores de Wake Forest já transplantaram com sucesso vaginas cultivadas em laboratório em meninas adolescentes que nasceram com uma doença chamada Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, que impede o desenvolvimento normal da vagina, complicando a função sexual e o parto.
Segundo informações do The Guardian, que conversou com os pesquisadores, a questão da regeneração e substituição do pênis é mais complicada devido à densidade do órgão e à complexidade do tecido erétil que possibilita a função sexual.
De acordo com o jornal, o método de Atala consiste em usar o pênis de um doador e remover suas células por meio de uma imersão em detergente. Em seguida, são acrescentados o músculo liso e regenerado e as células endoteliais.
Tal como o clitóris feminino, o pênis é mais comprido do que aparenta ser, pois se estende por trás dos ossos da pélvis, e, no caso de acidentes, geralmente há tecido suficiente que pode ser aproveitado para a regeneração.
O cirurgião francês dr. Pierre Foldès desenvolveu um método para reparar clitóris danificados, usando o comprimento escondido desse órgão. O tecido cicatricial é removido e a porção escondida restante é puxada para a frente e colocada na posição natural, para a restauração do prazer sexual.
Enquanto isso, a equipe ítalo-americana da Foregen, está tentando regenerar uma parte específica do pênis - o prépucio - para colocá-lo de volta em pacientes insatisfeitos com uma circuncisão.

Fonte: msn notícias

Governo vai reajustar valor limite no 'Minha Casa Minha Vida'

Última mudança aconteceu nos preços aconteceu em 2012

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Ajuste ainda não tem um porcentual definido nem uma data para entrar em vigor


O governo federal fará em 2015 um reajuste no valor limite dos imóveis que podem ser enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida, segundo afirmou a secretária nacional da habitação, Inês Magalhães.
— Para a meta de contratação de 2015 os valores serão revistos, como fazemos periodicamente.
A afirmação foi feita durante seminário sobre o programa habitacional realizado nesta segunda-feira (13) em São Paulo.
A secretária explicou que o ajuste ainda não tem um porcentual definido nem uma data para entrar em vigor. Ela acrescentou que, ao não fixar um prazo específico para o ajuste, o governo federal busca evitar que empresários adiem o início de empreendimentos imobiliários para aguardar os novos valores, o que geraria interrupção na contratação de novos projetos que são de interesse da população de menor poder aquisitivo.
— Perseguimos a não indexação da economia, e os ajustes nos valores serão dados a partir de uma análise dos custos.
A secretária frisou que o monitoramento nos custos é feito constantemente e que não tem notícia de projetos que foram suspensos por falta de viabilidade econômica.
Inês reafirmou a meta de contratação de três milhões de unidades na terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida, entre 2015 e 2018, conforme já anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT). Desse montante, 350 mil ocorrerão já no primeiro semestre do ano que vem, sob as mesmas condições vigentes hoje, para evitar interrupção na contratação na passagem da segunda para a terceira fase do programa. Questionada, a secretária não confirmou nem descartou a aplicação dos ajustes já nas primeiras contratações.
A última mudança no limite de preços do Minha Casa, Minha Vida ocorreu em 2012. Na ocasião, o teto das unidades em São Paulo, Rio e Brasília subiu de R$ 170 mil para R$ 190 mil. Nas demais cidades, esse limite varia de R$ 90 mil a R$ 170 mil, dependendo do número de habitantes.

Empresários da construção reclamam frequentemente da defasagem nos preços e na falta de previsibilidade sobre ajustes futuros. Em paralelo, consideraram positivo o acordo recente com o governo federal para estender o programa sob as condições atuais, com mais 350 mil contratações, evitando paralisações.

Fonte: R7

Documento do Vaticano defende mudança da Igreja em relação a gays

Homossexuais têm 'dons e qualidades a oferecer', diz texto. 

Documento foi preparado após uma semana de discussões com 200 bispos.

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Bispos em reunião matinal do sínodo da família, no Vaticano, nesta segunda-feira (13)

Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira (13) que os homossexuais têm “dons e qualidades a oferecer” e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo. O documento, preparado após uma semana de discussões sobre temas relacionados à família no sínodo que reuniu 200 bispos, disse que a Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar “um espaço fraternal” para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio.
Embora o texto não assinale nenhuma mudança na condenação da igreja aos atos homossexuais ou em sua oposição ao casamento gay, usa uma linguagem menos condenatória e mais compassiva que comunicados anteriores do Vaticano, sob o comando de outros papas. A declaração será a base das conversas da segunda e última semana da assembleia, convocada pelo papa Francisco. Também servirá para aprofundar a reflexão entre católicos de todo o mundo antes de um segundo e definitivo sínodo no ano que vem. 
"Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor”, afirma o documento, conhecido pelo nome latino de “relatio”. “Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?”, indagou.
John Thavis, vaticanista e autor do bem-sucedido livro “Os Diários do Vaticano”, classificou o comunicado como “um terremoto” na atitude da Igreja em relação aos gays. “O documento reflete claramente o desejo do papa Francisco de adotar uma abordagem pastoral mais clemente no tocante ao casamento e aos temas da família”, disse.
Vários participantes na reunião a portas fechadas afirmaram que a Igreja deveria amenizar sua linguagem condenatória em referência aos casais gays e evitar frases como “intrinsecamente desordenados” ao falar sobre os homossexuais. Essa foi a frase usada pelo ex-papa Bento 16 em um documento escrito antes de sua eleição, quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger e chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.

Fonte: G1

TRE inicia preparativos para realizar o segundo turno das eleições

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Os técnicos de informática farão a geração das mídias que serão utilizadas nas urnas eletrônicas.


O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba realizou neste domingo a cerimônia de oficialização do sistema Gerenciador de Dados, Aplicativos e Interface com a Urna Eletrônica para o segundo turno das eleições 2014.
A cerimônia foi coordenada pelo juiz Tércio Chaves de Moura, corregedor do TRE, que inseriu uma senha enviada pelo Tribunal Superior Eleitoral para abrir o sistema por onde vão trafegar as informações das eleições que acontecerão no dia 26 de outubro, quando devem ser eleitos o governador do Estado e o presidente da República.
Hoje (13) e terça-feira (14), a partir das 8h, os técnicos de informática farão a geração das mídias que serão utilizadas nas urnas eletrônicas. Da quarta-feira, dia 15, até o dia 22, os Núcleos de Apoio Técnico às Urnas Eletrônicas – NATUS vão preparar as urnas para que os equipamentos fiquem prontos para a votação.


Fonte: WSCOM / TRE-PB

Aécio muda agenda e faz questão de visitar Campina, além de João Pessoa

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,eleitorado-da-terceira-colocada-se-decidiu-antes-dela-imp-,1575876O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,eleitorado-da-terceira-colocada-se-decidiu-antes-dela-i
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Ele fez questão de agradecer a expressiva votação que obteve na cidade


O candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, alterou a agenda que terá na Paraíba na próxima sexta-feira, 17, e fez questão de incluir Campina Grande no roteiro. Inicialmente, a agenda do presidenciável previa apenas um comício em João Pessoa.
De acordo com a assessoria da Coligação A Vontade do Povo, encabeçado pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), Aécio vai também a Campina Grande, a única cidade de porte médio que lhe deu vitória sobre Dilma e Marina no primeiro turno das eleições.
"Ele fez questão de agradecer a expressiva votação que obteve na cidade", revelou a assessoria de Cássio.


Fonte: WSCOM

Apoio de Marina a Aécio reforça simbologia da mudança, avaliam especialistas

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Ex-senadora ajuda tucano a manter eleitores, enquanto família Campos pode garantir votos que tucano dificilmente conseguiria sozinho no Nordeste






BRASÍLIA - O apoio de Marina Silva (PSB) a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno reforça a simbologia da mudança, defendida pelo candidato, e serve para consolidar a vontade manifestada pela maioria do eleitorado da candidata derrotada, medida pelas pesquisas de intenção de voto. Na visão de cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO, o posicionamento de Marina ajuda Aécio a manter eleitores que já tenderiam a apoiá-lo, enquanto o respaldo anunciado no sábado pela família de Eduardo Campos, morto em agosto, pode trazer para o tucano votos que ele dificilmente conseguiria em Pernambuco, onde teve seu pior desempenho no primeiro turno, e no restante do Nordeste.
Doutora em Ciências Políticas e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Vera Chaia afirma que o peso político da declaração de voto de Marina fica esvaziado devido ao processo criado pela candidata derrotada para anunciar seu posicionamento, mas não deixa de ser importante.
— Ela demorou tanto, colocou tantas exigências que eu sinceramente não sei se haverá uma repercussão direta em voto. Mas claro que, para o Aécio, isso é importante do ponto de vista político e simbólico, ainda que não pareça ser um apoio tão verdadeiro e que no PSB já existam divergências declaradas — afirmou.

Murillo de Aragão, da consultoria Arko Advice, observa que a movimentação manteve uma agenda positiva para o tucano. Para ele, a posição de Marina pode ajudar Aécio a manter o apoio de eleitores de centros urbanos identificados com Marina que já tinham indicado voto no candidato do PSDB neste segundo turno (64% do total dos votos em Marina, segundo o Ibope).
— A declaração de Marina, ainda que tenha sido desvalorizada pela demora, é importante porque cria mais um fato positivo para Aécio. Vale ressaltar que Marina tem muitos votos em centros urbanos, e esse apoio endossa a decisão que a maior parte dos eleitores dela já vinha manifestando nas primeiras pesquisas — destaca.
O professor João Paulo Peixoto, da Universidade de Brasília (UnB), disse que o apoio de Marina agrega à campanha de Aécio também por refletir a repulsa dela aos ataques feitos pela campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno:
— Esse movimento era esperado, até por causa dos ataques que ela sofreu de Dilma e do PT, enquanto Aécio maneirou nas críticas. Ela colocou muitas exigências, algumas até descabidas, mas é um fator positivo e que pode ajudar na decisão do eleitor que permaneceu com ela até o final.
Os analistas consideraram extremamente valioso o anúncio da família de Campos a favor de Aécio. Pernambuco foi o estado emque, no primeiro turno, ele teve seu pior desempenho: apenas 5,93% dos votos, enquanto Marina Silva foi vitoriosa com 48,05% do eleitorado, mais de 2,3 milhões de votos.
— Esse apoio da mulher e dos filhos de Eduardo Campos é importante. Marina teve mais de dois milhões de votos em Pernambuco e esse capital político é mais da família do que da candidata — avaliou Aragão.
Para Vera Chaia, esse apoio tem ainda a vantagem de parecer mais verdadeiro:
— Aécio teve o seu pior desempenho neste estado e, agora, pode resistir mais à força do PT.
Peixoto vai além e acha que o endosso da família Campos pode auxiliar o tucano em outros estados do Nordeste, por trazer de volta o clima de comoção que impulsionou Marina em parte da campanha:
— A família de Campos conseguiu eleger o governador no estado, Paulo Câmara, e alavancar Marina. Avalio que isso pode se espalhar pelo Nordeste, porque o nordestino é muito sentimental e emotivo. Por isso, é um apoio que pode extrapolar Pernambuco e ajudar Aécio em toda a região.


Fonte: O Globo